Ao anunciar no início da noite desta quarta-feira sua saída do Ministério do Esporte, Orlando Silva disse ter tomado a decisão “consicente” de se afastar do governo, com o objetivo de se defender das acusações de envolvimento num esquema de desvios em convênios da pasta com organizações não-governamentais. O anúncio ocorre mais de oito horas após a saída ser noticiada nesta manhã, pela coluna Poder Online.
“Eu decidi sair do governo, para que eu possa defender minha honra, o trabalho do Ministério do Esporte, o meu governo e o meu partido. Saio com o sentimento de dever cumprido”, afirmou Orlando Silva, depois de se reunir no Palácio do Planalto com a presidenta Dilma Rousseff.
De acordo com o Planalto, posto fica interinamente com o secretário-executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza (PC do B-RJ), até que um novo ministro seja nomeado.Na entrevista coletiva, Orlando Silva voltou a dizer que não há provas que o incriminem e reafirmou que aguardará o resultado das investigações oficiais sobre a crise. "Eu reafirmei para a presidenta que não há nem houve qualquer prova que me incrimine, fato nenhum que possa comprometer a minha honra, minha conduta ética", disse Silva. "Manifestei minha revolta com esse linchamento público que vivi", acrescentou.

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