sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Governo atende apelo do Deputado Federal Nelson Padovani (PSC)

(Brasília, 24/novembro) – Após vários meses de debate, o Conselho Monetário Nacional (CMN) finalmente aprovou nesta semana a criação de uma linha de crédito especial para renegociação de dívidas dos agricultores familiares. A proposta do governo era conceder apenas um limite máximo de crédito de R$ 25 mil, sem prazo de carência, mas o deputado Nelson Padovani (PSC-PR), relator da subcomissão do endividamento rural, entrou na negociação com o governo, representando a Comissão de Agricultura da Câmara, e conseguiu convencer a equipe econômica a ampliar esse teto para R$ 30 mil, com juros de 2% ao ano e prazo de carência de doze meses.

Para o deputado, a decisão do governo foi acertada, pois irá dar um novo fôlego aos agricultores familiares em todo o País. A estimativa é de que pelo menos 250 mil deles sejam beneficiados. “O endividamento é um dos maiores problemas que o setor rural enfrenta hoje. Não é possível mais conviver com isso. A abertura dessa renegociação é, sem dúvida, uma vitória muito importante, mas estamos trabalhando para que todos os produtores – pequenos, médios e grandes – também tenham esse mesmo tratamento por parte do governo”, enfatizou.

De acordo com a decisão do Conselho Monetário Nacional, agricultores que estiverem em dia com seus financiamentos têm até o final de fevereiro de 2012 para aderir à nova linha de crédito. Já os inadimplentes contam mais prazo, até o fim de fevereiro de 2013. Além disso, quem optar pela renegociação terá acesso ao Seguro Agrícola e ao Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar.




Realidade nacional

Como relator da subcomissão do endividamento agrícola, o deputado Nelson Padovani já percorreu várias regiões do país buscando conhecer de perto a realidade dos produtores rurais. A subcomissão já realizou audiências públicas em Sergipe, Mato Grosso e Rondônia, e no ano que vem vai a outros estados. Em todas as audiências - diz o deputado -, os relatos são sempre os mesmos: produtores desesperados e à beira da falência. “A situação é preocupante. Produtores vêm nos contar que estão entregando suas máquinas, suas vaquinhas e até mesmo suas propriedades para os bancos, tentando pelo menos administrar a dívida. Esse é um problema do governo federal e de todo o país, e não há mais como adiar uma solução”, sentenciou.

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