segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um diagnóstico sob suspeita

Teste de sangue que checa a dosagem de PSA não teria eficiência garantida no rastreamento do câncer de próstata. Posicionamento é considerado polêmico.

Uma recomendação da Força Tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos (USPSTF) pretende mudar a forma como o câncer de próstata é rastreado entre os americanos. No início de outubro, a USPSTF publicou uma recomendação contrária ao uso do exame de sangue que checa a dosagem de PSA (antígeno prostático específico), independente da idade do paciente, como forma de indicar a possível incidência desse tipo de câncer.
Por ser um marcador que pode tanto sinalizar a ocorrência de câncer como a presença de problemas inflamatórios na próstata, o uso do PSA contribuiria para a exposição dos pacientes a procedimentos invasivos diante de uma suspeita de câncer, como as biópsias – única forma de confirmar o diagnóstico –, além de prejuízos psicológicos diante de um falso positivo.
A conclusão do estudo, publicada nos Anais de Medicina In­­terna (annals.org), afirma que o “teste do PSA resulta em uma re­­dução pequena ou nula na mortalidade do câncer de próstata e está associado a danos relacionados aos tratamentos e avaliações posteriores, que podem ser desnecessários”.

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